Danilo Groff

“O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes; A vida presente” - Carlos Drummond de Andrade

Danilo Groff (26/2/1934 a 4/8/2010), antes de o golpe de 1964, foi Presidente Nacional da Mocidade Trabalhista do antigo PTB; depois, fiel companheiro de Leonel Brizola no exílio. Durante a ditadura, afastou-se da carreira de bioquímico por conta da política, sendo perseguido e preso pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social).

Signatário da Carta de Lisboa, Groff, gaúcho de Passo Fundo, foi um importante nome para a História do Trabalhismo, sobretudo na pauta de Juventude.

Antes de ser um importante bioquímico - um dos pais do anti-doping, no Brasil, pela Federação Gaúcha de Futebol -, foi assessor-chefe de Leonel Brizola na Prefeitura de Porto Alegre e no Governo do Rio Grande do Sul. Nos anos 80 e 90, teve atuação destacada nos dois governos brizolistas no Estado do Rio de Janeiro.

No fim da ditadura, participa no Encontro de Lisboa, em 1979, e ajuda a reorganizar o Trabalhismo no Brasil. Já no PDT, foi designado a rodar o Brasil com a árdua missão de ajudar na estruturação da sigla, nos quatro cantos do país. Em 1985, foi um dos coordenadores do movimento, suprapartidário, Diretas, Já - sobretudo nas áreas de agitação e propaganda.

Em 1987, junto com Maurício Peres Pencak, foi o último preso, com base na Lei de Segurança Nacional, após protestar, na Praça XV, contra o Presidente José Sarney e seu Plano Cruzado.

Ambos receberam solidariedade de Brizola, em 12 de julho de 1987, através de um Tijolaço - Sarney e a LSN:
"A opinião pública já de há muito percebeu o quanto são insólitas e ridículas as acusações contra os companheiros Danilo Groff, do PDT, e Maurício Pencak, da CUT. Inegavelmente, os dois estão sendo utilizados como meros bodes expiatórios nestas torpes explorações dos incidentes que envolveram o Presidente Sarney, na Praça XV. Nada se tem contra eles, a não ser as acusações de um alcaguete sem qualquer qualificação moral para acusar quem quer que seja. (…) O Congresso do PDT, em Brasília, manifestou, com seu plenário de pé, a mais calorosa solidariedade àqueles companheiros".

Falecido em 4 de agosto de 2010, o Presidente de Honra da Juventude Socialista, Danilo Groff, deixou dois filhos - Ivana e Danilo Filho - e Ionne Groff, companheira, diuturna e inseparável, nas suas lutas pelo Trabalhismos. Estes três Groff são incansáveis militantes do PDT.

- O Trabalhismo é a necessidade histórica do Brasil.

- Não há Trabalhismo sem sua Juventude Socialista organizada.

- A organização da Juventude Socialista só existe por conta de quadros históricos como Danilo Groff.