"A função de um partido político não pode ser
de cultivar a história, mas de fazê-la."
PASQUALINI, Alberto

MEMÓRIA DO TRABALHISMO

Não se pode falar da História do Brasil sem falar do Trabalhismo e
não se pode falar do Trabalhismo sem falar da Juventude.
Este acervo, dedicado a Danilo Groff, reúne arquivos digitalizados para expandir
o acesso à memória da juventude dentro das fileiras trabalhistas.


Quem Somos

 

Idealizada a partir de uma parceria entre a Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini e a Juventude Socialista, o Centro de Memória da Juventude Danilo Groff é uma plataforma digital que tem como objetivo não só cultivar, mas fazer a história da Juventude Socialista – um dos movimentos partidários do PDT.

Numa vasta documentação que materializa os processos históricos de uma juventude tradicional na luta popular brasileira, o CMJDG é uma contribuição para aqueles interessados no legado da Juventude Socialista.

Não se pode falar da História do Brasil sem se falar no Trabalhismo, que fincou as raízes, na Era Vargas, para a transformação de um Brasil agrícola em Brasil industrializado – hoje, nona potência do mundo, de acordo com relatório da ONU, atrás apenas dos EUA, China, Japão, Alemanha, Índia, França, Reino Unido e Itália.

E não se pode falar do Trabalhismo sem falar da juventude, em especial das organizações trabalhistas:
a) PTB (1945 a 1965, quando o Ato Institucional nº 2 extinguiu os partidos políticos) – Ala Moça e Mocidade Trabalhista;
b) PDT – Juventude Trabalhista; Juventude Trabalhista e Socialista; e Juventude Socialista, desde 1981.

Sua origem popular mostra que o caminho para o Socialismo passa pela Juventude Socialista.

Incorporando-nos a o escreveu Carlos Drummond de Andrade, o tempo é a nossa matéria; o tempo presente; os homens presentes: a vida presente.

O fio da história está aqui.

 

A Juventude em um Livro


O cientista político Everton Gomes e o historiador Wendel Pinheiro oferecem, em A História de uma Juventude Trabalhista Popular Socialista, uma contribuição fundamental para a história da participação dos jovens na política brasileira, notadamente a partir da redemocratização de 1945.

Ao deixar o poder e abrir o caminho para a normalidade democrática, Getúlio Vargas apresenta a sua contribuição ao mapa político nacional com a criação do maior partido de massas que o país já tivera – o PTB.

A bandeira do Trabalhismo empolgaria não só o proletariado, mas também agregaria intelectuais, militantes comunistas – despejados que foram da sua legenda após a cassação do PCB – e uma nova força política organizada: a juventude.

A emancipação do pensamento jovem, nos anos 50 e 60, fez surgir mais do que calça jeans, guitarra e rock'n roll. Trouxe os jovens como atores – coadjuvantes umbilicalmente ligados às grandes figuras políticas nacionais – nas grandes ações políticas no campo popular e democrático.

A rua, em qualquer época, sempre foi o palco da juventude. No caso brasileiro, desde a campanha "O petróleo é nosso", que desaguaria na criação da Petrobrás; até as lutas de resistência à sanha dos golpistas de ontem e de hoje.

Parte do valor arrecadado com esta obra – que traz a história da relação da juventude trabalhista, popular e socialista brasileira com o Trabalhismo – é destinada à manutenção do Centro de Memória da Juventude Danilo Groff.